quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Estrela Solitária

Alegria do povo. Pena não tê-lo visto atuar. Garrincha é um dos motivos que eu tenho comigo para ter nascido mais cedo.
Jogava com paixão, jogava pelo simples fato de jogar - dizem os
mais velhos.

Atraía multidões de torcedores, que lotavam os estádios pelo
simples fato de o ver jogar.
Torcedores rivais iam ao campo sabendo que o seu time de coração seria humilhado por aquelas pernas tortas. Não importava. A alegria era ver Garrincha e suas diabruras.
Entortava um beque, e outro, chamava outro para dançar. Coisa rara no futebol hoje, em tempos que o dinheiro fala muito mais alto e tem jogador que troca um time pelo rival e ainda beija o escudo.
Garrincha tinha três paixões. A bola, as mulheres e o álcool. O último o tirou o prazer dos outros dois.
Mas isso não importa. O que importa é a felicidade com que
jogava e os sorrisos que botava na cara dos torcedores.
Isso é o futebol!


p.s: esse é apenas mais um desabafo de um apaixonado pelo esporte que, infelizmente, não pôde acompanhar o futebol quando era algo que envolvia muito mais a paixão que o dinheiro.
p.s 2: http://www.youtube.com/watch?v=NJh-RVuM9sk&mode (um pouco de sua biografia e também alguns lances)

p.s 3: por favor, NÃO vejam o filme Garrincha - Estrela Solitária do diretor Milton Alencar. O filme é terrível.
Mas, se tiverem curiosidade sobre a vida de Manuel Francisco dos Santos (o Mané Garrincha) leiam a biografia escrita por Ruy Castro. Essa sim, imperdível.

Nenhum comentário: