domingo, 25 de novembro de 2007

Luto em azul, vermelho e branco.


Aos que me conhecem sempre fui um defensor do esporte. Adoro ver um espetáculo. Sobretudo no estádio. Seja no futebol (na grama, na quadra ou na areia), no vôlei, basquete, tênis, natação ou bocha. É, acho que sou um apaixonado pelo esporte.

O problema é que o esporte não depende somente do talento do atleta. Que bom se fosse assim, porque talento aos atletas brasileiros não falta. Em qualquer modalidade.
O esporte depende dos cartolas, figuras cada vez mais eternas e que se preocupam mais em sugar tudo que um clube pode dar (financeiramente, é claro), do que ralar pra colocar o clube no topo. Existem excessões. Poucas. Raríssimas.
O esporte depende das autoridades. Aí também é outro problema, já que a grana aí nessa área também rola solta, e a vista grossa se faz presente. Seja no MP ou no órgão responsável pela administração do estádio. Aqui, o problema é ainda maior do que as lavagens de dinheiro, transações ilegais e corrupção dentro dos clubes. É maior, porque envolve vidas.


Envolve a vida do torcedor que vai de ônibus pro estádio, que gasta uma grana que nem sempre tem. Só pra ver o time, as cores, o escudo lá embaixo no gramado. Emoção inexplicável. Só quem vai em estádio sabe o que é isso. Envolve a vida do pai de família, da mãe de família, da criança, do idoso. Todas aquelas pessoas que estão ali pra sentir e gozar o que tem em comum. O gosto pelo esporte. A paixão pelo clube.

E hoje, no estádio da Fonte Nova, em Salvador, Bahia, Brasil (Brasil!) aconteceu mais uma tragédia. Assim como havia acontecido em São Januário. Assim como já se repetiu em vários estádios por esse Brasil afora.

O Bahia brigava pela classificação para a Série B. Estádio lotado, mais uma vez. Como é de praxe da torcida do tricolor baiano lotar o campo. Mas não é da partida que eu vou falar hoje. A história é mais séria.

Eis que parte do anel superior do estádio cai. Isso mesmo, caiu. Os números de mortos já beiram os 8 de acordo com as autoridades. O de feridos é de mais de 40. E o cenário é ainda mais horrível. Corpos desfigurados, fraturas expostas, lesões na coluna... Grande número de pessoas nos hospitais.

Agora eu me pergunto: como pode cair uma parte do estádio? Não existe vigilância ou controle da qualidade do estádio por alguma autoridade? Quem vai responder pela tragédia?

Estou de luto pelo futebol brasileiro. Pelas vítimas na Bahia. Pela falta de responsabilidade das autoridades "competentes". Espero que isso, um dia, se resolva. Mas, sinceramente, cada vez que acontece algo como esse, fico mais e mais preocupado. Parece não ter solução e muito menos, fim.





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