quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

só comentando.

Ela - bonita, jovem, morena, alta e porte físico atlético.
A outra - nada bonita, não tão jovem, apaixonada e com barriga de chopp.

Ela: - Cê viu a Marcinha? Tá casando com aquele bonitão do 203.
A outra: - É?

Ela: - Ele é rico, bonito e tem um Audi. Ela é tão feia, mais velha e ainda por cima com aquelas banhas... Só pode ser golpe do baú.
A outra: - Hum...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Nenhuma genialidade.

Ainda não me acostumei com essa tal "ética do futebol". Já ouvi inclusive que o futebol tem seu próprio código de ética. O que é isso, realmente não sei.
Mas o que eu não agüento, não só no futebol, é falta de compromisso. Isso me deixa puto.

Quando Geninho chegou, em 2002, ao Galo e fez um bom trabalho, levando o time de Marques às primeiras colocações do Campeonato Brasileiro a torcida se empolgou. Achávamos que o ano seguinte era nosso (e na verdade foi do rival). Havia um planejamento com há muito não existia no clube. Manter um técnico de uma temporada pra outra não acontecia há quase 10 anos.

Geninho contratou, chamou atletas de sua confiança, criou um clima favorável. Tudo parecia estar dando certo, como há muito não dava no Atlético.

Ao receber uma proposta melhor de outro rival, o Corinthians, Geninho não teve dúvidas e trocou o planejamento certo do Galo pela boa fase do time paulista. Trocou sem culpa, sem peso na consciência e deixou a torcida a ver navios (naufragando, é claro). Disse que a troca nem era por questões financeiras, mas pelo fato do Corinthians disputar uma competição internacional, a Libertadores, no caso.

5 anos depois da palhaçada, Geninho é recebido de portas e braços abertos pelo Atlético. Ou melhor, pelos cartolas do Atlético. A torcida não tem memória curta não, como muitos dizem, e está muito puta com a situação. Não me excluo desse grupo. Sou daqueles que apóia a cobrança fora de campo. Fora de campo. Demonstrar que não vai ser fácil reconquistar a torcida. Queremos ver raça e vontade.

Vamos cobrar. Sempre. Fora do campo, por que lá dentro, a nossa torcida faz diferença. Lá dentro a ordem é apoiar, apoiar e apoiar. Boa sorte pra nós nesse ano que chega, pois não será nada fácil.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Causos do balaio.


Sempre me interessei muito pelas conversas de ônibus. Esses assuntos entre 2 ou mais pessoas que ,ou devido ao alto tom de voz ou a (ir)relevância do que é discutido, passam a interessar a todo o ambiente.

De um modo geral, os cidadãos que se locomovem pelo meio de transporte público rodoviário ( eufemismo para os famosos dependentes do balaio) se sentem como em suas próprias casas. Afinal passam cerca de 2 ou 3 três horas, entre idas e vindas, e procuram deixar o local bem aconchegante para que a rotina não os desgaste.


Um bom meio para esse "aconchego" é o livro/revista/texto da faculdade. O tempo que se "perde" dentro de um ônibus, usa-se para ganhar lendo algo que presta. Outro, muito difundido nos dias de hoje, é o tal do mp3. Aqueles aparelhinhos que tocam um número muito maior de músicas que você irá escutar em toda a vida, mas que consegue manter os "chatos do busão" bem afastados.

Quem não utiliza um desses meios pode ter o azar de conviver com esse tipo de pessoa.
Os chatos estão sempre lá. Esperando alguém mais conversado. Eles também não tem mp3, por isso esperam um papo para passar o tempo. Às vezes até tem um tocador de música, mas a altura em que escuta e os gestos e gritos os fazem ainda mais chatos.

Bom, hoje às 22:22 me deparei com um desse tipo. Enquanto me perdia em meus devaneios, entre os pensamentos de um dia cheio e os planos para um outro igualmente, algo me impactou. Mas não diretamente, pois graças a Deus, ou uma cadeira vazia na segunda fileira, o chato e bêbado, recém-saído de um happy hour, penso eu, abordou Maria (a moça da primeira fileira pra conversar).


- Aqui, você usa salto alto?!
A voz quebrava todo o silêncio daquele momento. Cabeças se viravam para ver o que estava acontecendo.
- Ahn?! Não não.

- Nossa. Não consigo imaginar como essas mulheres conseguem andar de salto. Sabe, nessas ladeiras, buracos da cidade.

- É - os olhos quase fechando. Ela não via a hora de chegar em casa.


(40 segundos de paz)

- Sabe, isso me intriga. Uma moça acabou de entrar aqui, outra desceu...
- É.
- Isso é tortura! - bradou indignado, atraindo mais olhares para si.
- Pois é né...
- Essa coisa de andar o dia inteiro na ponta do pé. Só pode ser coisa de louco!

(outros 40 segundos...)
- Qual o seu nome?
- Maria.
- Oi Miriam, tudo bem? Frederico.
- É MARIA! - já sem nenhuma paciência.
- Oi Maria, tudo bem? Eu sou o Frederico.
- Tudo, tudo sim - demonstrando que nada, nada estava bem.


(mais uns 30 segundos sem comentários)
- Porque você sabe né. Imagina descer essa morraiada aí de salto. Imagina... E olha que eu nem tô falando de subir, hein?! Cê tá me entendendo?!
- Aham...

Eis que chega o ponto do nosso amigo. Ele ajeita, meio desajeitado, a mochila em suas costas e puxa a cordinha. Sorri para Maria:
- Boa noite. E não use saltos.