sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Nenhuma genialidade.

Ainda não me acostumei com essa tal "ética do futebol". Já ouvi inclusive que o futebol tem seu próprio código de ética. O que é isso, realmente não sei.
Mas o que eu não agüento, não só no futebol, é falta de compromisso. Isso me deixa puto.

Quando Geninho chegou, em 2002, ao Galo e fez um bom trabalho, levando o time de Marques às primeiras colocações do Campeonato Brasileiro a torcida se empolgou. Achávamos que o ano seguinte era nosso (e na verdade foi do rival). Havia um planejamento com há muito não existia no clube. Manter um técnico de uma temporada pra outra não acontecia há quase 10 anos.

Geninho contratou, chamou atletas de sua confiança, criou um clima favorável. Tudo parecia estar dando certo, como há muito não dava no Atlético.

Ao receber uma proposta melhor de outro rival, o Corinthians, Geninho não teve dúvidas e trocou o planejamento certo do Galo pela boa fase do time paulista. Trocou sem culpa, sem peso na consciência e deixou a torcida a ver navios (naufragando, é claro). Disse que a troca nem era por questões financeiras, mas pelo fato do Corinthians disputar uma competição internacional, a Libertadores, no caso.

5 anos depois da palhaçada, Geninho é recebido de portas e braços abertos pelo Atlético. Ou melhor, pelos cartolas do Atlético. A torcida não tem memória curta não, como muitos dizem, e está muito puta com a situação. Não me excluo desse grupo. Sou daqueles que apóia a cobrança fora de campo. Fora de campo. Demonstrar que não vai ser fácil reconquistar a torcida. Queremos ver raça e vontade.

Vamos cobrar. Sempre. Fora do campo, por que lá dentro, a nossa torcida faz diferença. Lá dentro a ordem é apoiar, apoiar e apoiar. Boa sorte pra nós nesse ano que chega, pois não será nada fácil.

Um comentário:

Anônimo disse...

adoro pedacinhos virtuais das pessoas que eu já curto ao vivo!
eu quase escuto sua voz aqui Pava..
e só te imagino com a camisa retrô do galo.

apesar desse espaço ser tão atleticano, vou virar vistante assídua.

e lembre-se jovem: NO TIME FOR LOSERS